sábado, 16 de julho de 2011

Temos Dois Cérebros? (1)

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“Existe Um Cérebro Esquerdo e Outro Cérebro Derecho?” (1)
Dois Hemisférios Cerebrais Muito Bem Ligados

O cérebro está composto de redes neuronais, ele tem áreas funcionais que se interagem entre si, este órgão está composto por um Hemisfério Esquerdo e outro Direito. Cada hemisfério e encontra mais especializado em determinadas tarefas, quando é comparado um com outro.

Será que estes fatos justificam as estranhas declarações a ser ouvidas na vida cotidiana, tais como: “Eu sou mais de Cérebro Esquerdo"? o ou “As mulheres têm um Cérebro” Direito” mais desenvolvido”?, ¿Existe realmente um “Cérebro” Direito y outro “Cérebro” Esquerdo?




Faz-se necessário uma rápida revisão sobre a origem desses conceitos para determinar se eles correspondem aos fatos, ou se é novamente uma questão de extrapolações questionáveis dos dados científicos.






O Corpo Caloso Conecta as Duas Metades do Cérebro
Entretanto para começar, precisa ser sublinhado que os dois hemisférios não são entidades funcionais e anatômicas separadas: estas dois estruturas nervosas se conectam (por o Corpo Caloso), e muitos neurônios têm seu núcleo celular num hemisfério e suas extensões no outro. Isso por si só deve levar a reflexão.






Lateralização da Função Cerebral:

Tem sido dito que o Cérebro Esquerdo” é a sede do pensamento racional, do pensamento intelectual, da análise e da fala. Ele, também processa a informação numérica dedutivamente ou logicamente. Ele separa as informações por meio da análise, distinguindo e estruturação as partes do todo, mediante a organização dos dados em forma linear. O hemisfério esquerdo está mais bem equipado para lidar com tarefas relacionadas com a linguagem (escrita e leitura), a álgebra, para a resolução de problemas matemáticos, e operações lógicas. Assim, se pode acreditar que: “as pessoas que são racionais, intelectuais, lógicas, e que tem um bom senso analítico Usam Preferencialmente Seu “Cérebro” Esquerdo” e tendem a ser matemáticos, engenheiros e pesquisadores”.



O Cérebro Direito” tem sido chamado a sede da intuição, a emoção, do pensamento não-verbal, do pensamento sintético, que permite representações no espaço, a criação e o manejo das emoções. Ele tende a sintetizar, a recriar formas tridimensionais, observar as semelhanças das mensagens invés das diferenças, e compreende as configurações complexas. Ele reconhece os rostos e percebe os espaços. Daqui advém o Mito Complementário “que as pessoas que são intuitivas, emocionais, imaginativas, e que facilmente encontram seu caminho, "Usam Preferencialmente Seu “Cérebro” Direito” e se engajam com as profissões artísticas e criativas".


No entanto, apesar da localização relativa das funções superiores do cérebro no encéfalo, é sempre necessário lembrar que este é Um Só Cérebro com Dois Hemisférios, que estão geralmente muito bem conectados...


Esta imagem mostra o Corpo Caloso em 3 Dimensões, que conecta as duas metades do cérebro




Imagens em Duas Dimensões do Corpo Caloso

"Understanding the Brain", The Birth of a Learning Science, 2007, page 114

(Vai a continuar...)

terça-feira, 10 de maio de 2011

O 100% do Cérebro Está Activo

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Só usamos 10% do Cérebro? (3)
O 100% do Cérebro Está Activo!

Achados da neurociência mostram agora que o cérebro está 100% ativo. Em neurocirurgia, quando é possível observar as funções do cérebro em pacientes sob anestesia local, estímulos elétricos não apresentam áreas inativas, mesmo quando não há movimento, se observó atividade nas areas relacionadas com a sensação ou emoção.



Nenhuma das áreas do cérebro estam totalmente inativos, mesmo durante o sono; se algumas regiões estivessem inativas, isso indicaria uma grave desordem funcional.

Da mesma forma, a perda de muito menos do que 90% do tecido do cérebro leva a sérias conseqüências, já que nenhuma região do cérebro pode ser danificado, sem causar defeitos físicos ou mentais.


Os casos de pessoas que viveram durante anos com uma bala alojada no cérebro ou trauma semelhante não indicam "áreas inúteis". Se não que é possível se recuperar completamente de um problema como este, esta é a demonstração da extraordinária plasticidade do cérebro: os neurônios (ou redes de neurônios) foram capazes de substituir aqueles que foram destruídos e, nesses casos, o cérebro se reconfigura para superar o vício .





Além, o mito é dificil de acreditar por razões fisiológicas. A Evolução não permite desperdícios; e do cérebro, como os demais órgãos, provavelmente mais do que qualquer outro, está moldado pela seleção natural. Ele representa apenas 2% do peso total do corpo humano, entretanto consome 20% da energia disponível. Com esse custo de energia tão elevados, a evolução não teria permitido o desenvolvimento de um órgão do qual 90% é inútil.

"Understanding the Brain", The Birth of a Learning Science, 2007, page 113



domingo, 17 de abril de 2011

Só Usamos 10% do Cérebro? (2)

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Só Usamos 10% do Cérebro? (2)
O 10% das Células do Cerebro São Neuronas

As principais áreas estão cercadas por áreas secundárias; de modo que, por exemplo, a informação das imagens percebidas pelo olho é enviada para as principais áreas visuais, e depois é analisado nas áreas visuais secundárias onde a reconstituição tridimensional do objeto percebido tem lugar.
A Informação da memória do sujeito circula no cérebro para reconhecer objetos; enquanto que, a informação semântica que está nas áreas de linguagem entra em ação para que a pessoa poda rapidamente dar nome do objeto visto.

Ao mesmo tempo, as áreas do cérebro que lidam com a postura e movimento estão em ação sob o efeito dos sinais nervosas do corpo inteiro, o que permite a pessoa saber se nós estamos sentados ou em pé, com a cabeça voltada para a direita ou à esquerda, etc. Em vista disso, uma descrição parcial, fragmentada das áreas do cérebro pode levar a uma interpretação errada de como ele funciona o cérebro todo.




O 10% das Células Nervosas do Cerebro São Neuronas

Outra origem do mito pode ser encontrada no fato do que o cérebro é composto de dez células gliais (neuróglia) para cada neurônio. As células gliais têm uma função nutricional e de apoio dos neurônios, mas eles não transmitem nenhuma informação. Em termos de transmissão dos impulsos nervosos apenas os neurônios são os que transmitem impulsos (ou 10% das células que compõem o cérebro), de modo que este oferece mais uma fonte de mal-entendidos de onde o "mito de 10%", pode vir.

No entanto é preciso lembrar que esta visão das funções da célula é simples: enquanto as células gliais desempenham um papel diferente daquele dos neurônios, aquelas funções Não São menos essenciais para o funcionamento do todo o sistema nervoso.

"Understanding the Brain", The Birth of a Learning Science, 2007, page 113

domingo, 27 de março de 2011

Só Usamos 10% do Cérebro?

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Só Usamos 10% do Cérebro?

Costuma-se dizer que os seres humanos só usam 10% (às vezes 20%) do seu cérebro. Onde é que esse mito vem? Alguns dizem que veio de Einstein, que respondeu alguma vez durante uma entrevista que ele só usou 10% de seu cérebro. As pesquisas inicias sobre o cérebro podem ter favorecido esse mito. Em 1930, Karl Lashley explorou o cérebro com choques elétricos. Como muitas áreas do cérebro não reagiram a esses choques, Lashley concluiu que essas áreas não tinham função. Isto foi como o termo "Córtex Silenciosa " entrara em circulação. Esta teoria é agora considerada incorreta. Interpretações dúvidosas do funcionamento do cérebro também alimentaram esse mito. Hoje, graças a técnicas de imagiologia, o cérebro pode ser descrito com precisão em suas áreas funcionais, no tempo real. A cada sentido corresponde uma ou várias áreas funcionais principais: a área visual primária, que recebe as informações percebidas pelo olho, uma área auditiva primária, recebe as informações percebidas pelo ouvido, etc. Várias regiões cerebrais estão ligados à produção e compreensão da linguagem. Por que algumas vezes dito funcionamento é descrito separadamente (pelos fisiologistas), e entre o público se lembra estas descrições parciais, podem ter a impressão de que as áreas do cérebro funcionam em forma consecutiva, área por área. Isso seria coerente com a imagem que, em tempo real, apenas uma pequena região do cérebro está ativo, mas isso não acontece.
"Understanding the Brain", The Birth of a Learning Science, 2007, page 113

domingo, 30 de janeiro de 2011

No Aprendizado Humano Não Existem Períodos Críticos

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Há Períodos Críticos No Aprendizado? (2)
Na aprendizagem: As Aves Têm Períodos Críticos, O Homem Tem Períodos Sensíveis

O conceito de "Período Crítico" remonta-se às experiências conduzidas na decada de 1970 pelo etólogo Konrad Lorenz, e são relativamente bem conhecidos pelo público em geral.

Ele observou que os filhotes de pato depois da eclosão se tornaram ermanentemente conectado ao objeto proeminente móveis do ambiente, geralmente a mãe-pata, que Lorenz anexo denominado "Impressão". Ao tomar o lugar da mãe, Lorenz conseguiu tornar-se ligado a os filhotes que o seguia por toda parte. O período que permite que essa ligação é muito curto (após da eclosão); uma vez no local, era impossível mudar o objeto de apego e os filhotes seguem permanentemente ao substituto, em vez de sua mãe. O verbete "Período Crítico" é adequado para um caso como um evento (ou sua ausência) durante um período específico provoca uma situação irreversível.



A aquisição de competências é resultado da formação e do reforço das ligações nervosas certas, mas também adequada poda de outras sinapses. Há uma distinção que precisa ser feita entre dois tipos de sinaptogêneses - aquela que ocorre naturalmente no início da vida e outra resultante da exposição a ambientes complexos ao longo da vida. Os investigadores referem-se ao primeiro como "Aprendizagem Experiência-Expectante" e ao segundo como "Aprendizagem Experiência-Dependente".

A Gramática se aprende mais rápido e fácil até aproximadamente os 16 anos de idade, enquanto a capacidade de enriquecer o vocabulário se pode melhorar ao longo da vida (Neville, 2000).

A Gramática dá um exemplo de Aprendizagem Período Sensível e é Experiência-Expectante: para aprender-la sem excessiva dificuldade, deve idealmente ocorrer em um lapso de tempo (o período sensível). A Aprendizagem Experiência-Expectante é, portanto, ideal durante determinados períodos da vida.

O aprendizado que não depende de um período sensível, como a aquisição de vocabulário, é "Experiência-Dependente": quando o mais fácil aprendizado não está restrita por idade, e esse tipo de aprendizagem pode até mesmo melhorar à medida que os anos passam.

Existem "Períodos Críticos", como fases unicas durante as quais certos tipos de aprendizagem pode ocorrer com sucesso? Pode certas habilidades ou mesmo o conhecimento unicamente é adquirido durante relativamente curto, dentro de as lhamadas "janelas de oportunidade" que, em um estágio preciso do desenvolvimento do cérebro em seguida se fechem isso vai ser de uma vez e para sempre?



No presente a evidência que existe do aprendizado nos humanos podemos dicer que Não temos períodos críticos, nossa espécie tem a capacidade de aprender ao longo da vida; Temos períodos sensíveis para os processos que precisamos aprender, isso é mostrado pela plasticidade do cérebro saudável ao longo da nossa vida.

"Understanding the Brain", The Birth of a Learning Science, 2007, page 113