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sábado, 17 de outubro de 2009

Mantenha Suas Crianças Interessadas na Música

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Mantenha Suas Crianças Interessadas na Música

Todas as crianças com capacidades mentais normais crescem aprendendo a falar e compreender o que se fala na língua de seus familiares. Cedo na vida normal, o cérebro se desenvolve a um ponto em que a fala e sua compreensão ocorrem naturalmente. Mas a leitura e a escrita devem ser ensinadas.

A habilidade de usar a linguagem é uma capacidade humana única. O amor e apreço para com os ritmos e tons da música também podem ser exclusivamente humanos, e eles podem estar relacionados com nossa capacidade para a linguagem.

A evidência para isto, descrito anteriormente, são os estudos funcionais de imagens cerebrais que estão demonstrando que no processamento e produção da música, parecem se usar partes da rede da "linguagem" com a qual os neuro-cientistas agora estão tão acostumados.

Mas as crianças quase nunca aprendem a música automaticamente (como fazem com a língua falada) como para produzir ou executar música sem exposição e treinamento especiais. E ainda nós não sabemos quais são os importantes "Períodos Críticos" para aprender a compreender, apreciar e executar a música.

Dada esta incerteza, existem muitas razões pelas quais os pais devem proteger suas apostas e dar a seus filhos uma exposição precoce à música. Conhecemos já que os músicos de orquestra têm mais matéria cinzenta no cérebro do que os não-músicos.

Ao contrário de ver TV, que é uma atividade passiva e sedentária, ouvir música pode ser feito enquanto as crianças fazem outras atividades, como brincar com quebra-cabeças ou construir com Legos. Isto hes dá a experiência inicial com o processamento multitarefa e dual. Eles também podem cantar ou dançar junto com a música que estão ouvindo, exercitando assim múltiplas redes em seus cérebros.

O que eles deveriam ouvir? Uma mistura equilibrada de música clássica e popular, uma criança musicalmente orientada pode ser o melhor. Por que ritmos clássicos? Porque contém um complexo de formas musicais, e os temas as crianças os percebem intuitivamente muito antes de elas poderem entendê-los analíticamente.

O que da educação formal da música? Pessoalmente, sou uma defensora disso, e do começo em uma idade relativamente jovem. O programa de música "Suzuki", que permite as crianças aprendam a tocar um instumento quando eles são tão jovens como aos dois ou três anos, é excelente.

Para os mais novos, se enfatiza os instrumentos de cordas (violino geralmente), mas também o piano pode ser introduzido muito cedo. Aprender a executar num instrumento ensina muitas coisas além da música: a disciplina do praticante, a alegria de realizar e de progredir, o equilíbrio de desempenho frente aos outros, e a experiência de participar num grupo.

Conforme uma criança amadurece e é capaz de tocar em uma orquestra (ou uma banda, para alguns instrumentos), a criança aprende a trabalhar como parte duma equipe. E o cérebro da criança também adquire as sinapses para a construção de habilidades para a leitura de partituras e percepção das relações visuais / espaciais.

"The Creating BRAIN", The Neuroscience of Genius, Nancy C. Andreasen, 2005, pages 177 - 178

segunda-feira, 23 de março de 2009

Períodos Sensíveis da Língua

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Períodos Sensíveis na Aquisição da Linguagem

Neville (OECD, 2000) tem anotado que a aquisição de uma segunda língua envolve tanto a compreensão quanto a produção adequadas; competências identificadas pelos peritos como processos diferentes.

Dois aspectos que têm que ver com a compreensão são: O processamento da gramática e da semântica - Elas operam através de diferentes sistemas neurais no cérebro. O processo da gramática está nas regiões frontais do hemisfério esquerdo; em tanto que, O processo semântico (por exemplo: o aprendizado de novo vocabulário) ativa regiões posteriores laterais de ambos hemisférios. Depois que a gramática foi aprendida, a área mais ativa do cérebro no processo de aprendizagem está relacionado com a semântica.

Em vez do que processamento gramatical aconteça somente no hemisfério esquerdo, os aprendizes atrasados duma linguagem processam a mesma informação em ambos hemisférios. Isto sugere que a exposição tardia a uma língua, conduz ao cérebro rumo a usar uma estratégia diferente de processamento gramatical. Estudos confirmatórios adicionalmente mostram que indivíduos com ativação bilateral do cérebro se apresentam maiores dificuldades na utilização correta da gramática - a ativação bilateral implica uma maior dificuldade na aprendizagem. Desta forma quanto mais cedo é exposta uma criança à gramática duma língua estrangeira, mais fácil e rapidamente se vai ha realizar a aprendizagem.

Aprender a semântica, contudo continua ao longo da vida toda e não é afetada pela idade.

Outro exemplo de um período sensível é durante a aquisição dos sons (fonemas) das diferentes línguas. Estudos mostram que as crianças durante os primeiros meses de vida são capazes de discriminar entre os diferentes sons vogais e consoantes que são semelhantes, tanto para as línguas nativas como para as línguas estrangeiras. Os recém-nascidos podem aprender a discriminar sons de difíceis contrastes em um par de horas, mesmo quando eles dormem; contrariamente à opinião de que o sono é um estado sedentário onde a atenção e a capacidade de aprendizagem é reduzida ou ausente (Cheour e colaboradores 2002a).

Não obstante; durante o primeiro ano de vida, esta capacidade de reconhecer os sons das línguas não-nativas é decrescente, assim como, aumenta a sensibilidade para os sons da língua materna. Esta diminuição na percepção da linguagem forânea que ocorre durante o primeiro ano de vida apresenta uma maior diminuição entre 8 e 10 meses (Werker, 2002; Kuhl, 1979). Esta alteração melhora a eficiência da função cerebral para se adaptar a seu ambiente natural.

Deve notar-se que expor as crianças às línguas estrangeiras só através de discos compactos (CD), com objetivo de manter à sensibilidade aos sons das línguas estrangeiras não é suficiente.

A aquisição dos sons fora da língua materna é sempre possível depois deste período sensível. Cheour e colaboradores (2002b) demonstraram que entre 3 e 6 anos as crianças podem aprender a distinguir sons de línguas estrangeiras, quando são expostos a um ambiente natural por dois meses, sem nenhum treino especial. McCandliss sugeriu que, com um breve treinamento, os nativos japoneses adultos podem aprender a distinguir entre os sons r e l.

Ainda assim, o aspecto mais importante é a capacidade de se comunicar, que não implica necessariamente uma distinção exata dos sons emitidos; isto deixa aberta a questão de que se é necessário investir tempo na formação para distinguir pontualmente os sons de uma língua estrangeira, sempre se deve considerar o nível de precisão que é necessária em situações diferentes.

"Understanding the Brain: The Birth of a Learning Science", 2007, pages 44-45

quarta-feira, 18 de março de 2009

Só Até os 3 Anos?


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Plasticidade Cerebral na Infância 2
Só Até os 3 Anos?

As Questões que preocupam à área da educação são: Como podemos construir um melhor apoio para ajudar as capacidades existentes? Existe um momento ótimo para este tipo de ensino, e se há algum modo preferente de aprendizado?

Desde há longo tempo tem sido uma crença generalizada entre os não-especialistas, que desde o nascimento até os 3 anos de idade, as crianças estão mais receptivas à aprendizagem (Bruer, 1999). Com base nesta perspectiva, Se as crianças não tenham sido expostas a uma extensa gama estimulação precoce, elas não são capazes de recuperar os benefícios do estímulo a tenra idade, mais tarde em sua vida.

Contudo, incluindo as competências em que existem períodos sensíveis, a capacidade de aprender não é perdida após que este período passa. Enquanto, não há provas científicas de que o excesso de estímulo em uma criança normal e saudável tenha algum efeito benéfico, há indícios de que este excesso de estimulação pode ser um desperdício de tempo (Sebastian, 2004).

As conclusões sobre o que estes argumentos, estão baseados em uma função muito básica como é a visão. Esta não é uma extrapolação apropriada para a aprendizagem de habilidades cognitivas. Para uma melhor compreensão e entendimento de como afeta a experiência inicial o desenvolvimento posterior, deve-se realizar um estudo maior e mais amplo.

Os períodos sensíveis, de fato, nunca têm existido, em determinadas áreas de aprendizagem tal como aquisição da linguagem.
"Understanding the Brain: The Birth of a Learning Science", 2007, page 44

Plasticidade Cerebral na Infância 1

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Plasticidade Cerebral na Infância (1)

A direção na qual um homem inicia sua educação pode determinar sua vida futura.Platão

O atendimento e a educação infantil têm atraído enorme atenção ao longo da última década. Isso tem empuxado parcialmente os pesquisadores rumo a importância da qualidade das primeiras experiências sobre as crianças e sua influência na aprendizagem acadêmica de curto prazo, no desenvolvimento social e emocional; também como o êxito duradouro de sua aprendizagem no sistema escolar e mais tarde em sua vida.

O acesso eqüitativo à educação pré-escolar de qualidade e os cuidados infantis têm sido reconhecidos como importantes bases sobre os quais se assentam as organizações envolvidas pela aprendizagem duradoura para todas as crianças; e o apoio para uma educação geral que abrange as necessidades sociais das famílias.

Na maioria dos países da OECD (Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento), a tendência é dar a todas as crianças, pelo menos, dois anos de ensino gratuito, antes da escolaridade obrigatória. Os governos estão tentando desta forma melhorar a formação da equipe e as condições de trabalho, assim como desenvolver programas educacionais adequados para estas crianças pequenas (OECD, 2001).

A neurociência pode não fornecer soluções para os desafios e cuidados enfrentados na primeira infância, mas os resultados dos Neurocientistas podem fornecer uma compreensão útil para fazer uma decisão informada neste campo.

As Crianças muito pequenas podem desenvolver sofisticados conceitos para a compreensão dos fenômenos ao redor delas - Eles são chamados de "Aprendizes ativos" (Conselho Nacional de Pesquisas dos Estados Unidos da América, 1999).

Inclusive ao nascimento a criança não é uma pessoa sem cultura ou compreensão.

As Crianças desenvolver teorias sobre o mundo em que vivem a uma idade muito precoce e revisam essas teorias à luz de suas experiências pessoais. O domínio da aprendizagem precoce inclui Lingüística, Psicologia, Biologia e Física; como aos seres humanos, animais, plantas e objetos trabalho.

A educação cedo precisa levar em conta a diferença entre a mente e o conceituação individual das crianças pequenas. Isto irá ajudar a identificar os modos preferenciais de aprendizagem, por exemplo: escolhendo o tipo de jogo adaptada às circunstâncias.

Os Bebês têm competência para o cálculo. As pesquisas sobre o desenvolvimento mostram que crianças com menos dum ano, nos primeiros meses de vida já estão atentos ao número dos objetos em seu ambiente (McCrink e Wynn, 2004). Há também evidências de que bebês podem operar com números (Dehaene, 1997). Eles desenvolvem habilidades matemáticas através da sua interação com seu ambiente e através de jogos de construção além do significado original dos números.

"Understanding the Brain: The Birth of a Learning Science", 2007, page 43