sábado, 18 de setembro de 2010

"Leitura em um Ambiente Bilingüe"

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Os Possíveis Efeitos do Ambiente Bilíngüe Para Aprender a Ler
"Leitura em um Ambiente Bilingüe"

Aprender duas ou mais línguas é um investimento cognitivo extra-ordinariamente complicado para as crianças, este aprendizado representa uma realidade crescente para um número enorme de estudantes. Alguns custos iniciais, como a transferência de erros e substituições de uma língua para outra, são menos importantes que as vantagens, se (Um muito importante "se") a criança aprende cada idioma bem.



A plasticidade do jovem cérebro das crianças pequenas faz possível alcançar - com menos esforço do que em qualquer outro momento - proficiência em mais dum idioma. Após a puberdade, os estudantes trazem algumas vantagens para a aprendizagem das línguas, mas o cérebro da criança mais nova é superior em vários aspectos importantes quando se trata de aprender a falar línguas sem sotaque.

Examinar as muitas questões que rodam em torno ao bilingüismo e a aprendizagem pode ser confuso e trocar rapidamente, mas está dominada por três princípios:



Em primeiro lugar, os alunos que aprendem língua inglesa e que conhecem o conceito da palavra em sua primeira língua, aprendem a usá-lo mais facilmente em Inglês, sua segunda língua, da "escola". Em outras palavras, o enriquecimento em casa da linguagem fornece essenciais ferramentas cognitivas e fundamentos lingüísticos para qualquer tipo de aprendizado, e não precisa ser na língua da escola para que seja de ajuda para a criança. Por outro lado, as crianças que têm um ambiente pobre em casa para a linguagem, não têm fundamentos cognitivos ou lingüísticos para aprender sua primeira ou a segunda língua na escola.



O segundo princípio é semelhante ao primeiro. Um pouco mais importante para aprender a ler Inglês que para a qualidade do desenvolvimento em idioma Inglês. Milhares de crianças entram na escola com diferentes graus de conhecimento do Inglês. Esforços sistemáticos para ensinar tanto os "novos" fonemas do idioma Inglês e o novo vocabulário da escola (e livros) devem acontecer em cada sala de aula para cada aluno. Connie Juel aponta uma questão lingüística essencial facilmente despercebida pelos professores nos Estados Unidos de Norte America: As crianças que vêm para a escola e são novos para o idioma Inglês ou novos para o dialeto padrão americano Inglês falado na escola desconhecem vários dos fonemas que se espera que produzam (ou induzem) na leitura. Durante cinco anos, eles "aprendem a ignorar ouvir grande parte de sua própria pronunciação".



O terceiro principio é respeito à idade em que as crianças se tornam bilíngües: quanto mais cedo melhor para seu desenvolvimento oral e escrito da linguagem. A neurocientista Laura-Ann Petitto de Darmouth e seus colegas descobriram que a exposição bilíngüe precoce (antes dos três anos de idade) tivera um efeito positivo com a linguagem e leitura comparáveis às dos monolíngües. Além disso, em estudos de imagens neurológicas funcionais de adultos que tinham sido bilíngüe em forma precoce, o grupo de Petitto demonstrou que tinham as áreas de suas regiões cerebrais para as duas línguas sobrepostas, como o cérebro dos monolíngües. Em contrapartida, os adultos bilíngües que haviam sido expostos mais tarde para uma segunda língua, mostraram um padrão diferente, mais bilateral da ativação cerebral.



O aprendizado da Leitura não acontece em forma espontânea. Nem uma palavra, um conceito, ou uma rotina social é desperdiçada nos 2000 dias que se preparou o cérebro da criança para usar todas as peças que entram em desenvolvimento da aquisição da leitura. Está tudo lá, desde o início - ou não - com conseqüências para o resto do desenvolvimento das crianças na leitura, e para o resto de suas vidas.

"Proust and the Squid", The Story and Science of the Reading Brain, Maryanne Wolf, 2007, pages 105 - 106



quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A Inteligência Está Mudando

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A Inteligência Está Mudando

Comentário Pessoal

Existe Somente Dois ou Três, ou Oito Tipos de inteligências?

Eu não penso assim ...

Porque como "Fiódor Dostoiévski", disse: Não vamos esquecer que as causas das ações humanas geralmente são infinitamente mais complexas do que nossas explicações posteriores delas.

Para mim, afirmar que só temos oito tipos de inteligência é semelhante a disser: "O hemisfério esquerdo do nosso cérebro unicamente funciona com o inconsciente, e nosso hemisfério direito unicamente funciona com o consciente”.




Em minha opinião: Há tantos tipos de inteligência como existem pessoas em nosso planeta. Além disso, o desempenho de nossa inteligência muda durante o dia (manhã, tarde, noite); ainda mais, troca com os meses e anos, de acordo com nossa situação pessoal e experiência de vida.





Devemos lembrar a evidência de que nosso desempenho e comportamento na tarefa educativa podem ser severamente afetados por a maneira como nos sentimos quando somos vistos e julgados pelos outros(*).

No entanto, estas teorias são realmente úteis para melhorar o desempenho acadêmico nossa velocidade de aprendizado. Por quê?

Por que ...

Se os pais e os professores dão aos seus meninos um ambiente de tolerância e interesse real, os alunos iram dar o seu melhor desempenho. Então leia, aumente seu conhecimento sobre estas teorias da inteligência, pense nelas; e o mais importante praticá-las, com sinceridade e amor(*2), é melhor para todos.






(*) A Desigualdade De Oportunidades Na Aprendizagem

Em 2004, os economistas do Banco Mundial Karla Hoff e Priyanka Pandey relataram os resultados de uma experiência notável. Eles levaram o estudo em meninos entre os 11-12 anos de idade, de aldeias rurais espalhadas na Índia; 321 castas de alta e 321 de casta baixa, e definir-lhes a tarefa de resolver labirintos.

Primeiro, os rapazes fizeram os labirintos sem ter conhecimento de suas respectivas castas. Sob esta condição os meninos de baixa casta fizeram tão bem com os labirintos como os meninos de alta casta, na verdade um pouco melhor.
Logo, o experimento foi repetido, mas desta vez cada menino foi convidado a realizar um anúncio de seu nome, aldeia, pai, avô, e sua casta. Após deste anúncio público da casta, os meninos fizeram labirintos outra vez mais, e desta vez - O desempenho dos meninos de baixa casta caiu significativamente.

Esta é uma evidência impressionante que o desempenho e o comportamento frente a uma tarefa educativa podem ser profundamente afetados pela maneira como nos sentimos e somos vistos e julgados pelos outros. Quando nós esperamos ser visto como inferiores, nossas habilidades podem ser diminuídas.

“The Spirit Level”, Why Equality is Better for Everyone, By Richard Wilkinson and Kate Picket, 2009, page 113




(* 2) O Ensino Baseado No Amor Sincero é:
- Visão, para ver o talento, potencial e a dignidade de cada pessoa;
- Coragem, paixão e compromisso para desencadear esse potencial; e
- Lealdade resultante do apoio mútuo, para dinamizar e unir equipes de ensino.

“Liderazgo Al Estilo De Los Jesuitas”, Las Mejores Prácticas de Una Compañía de 450 años que cambió el Mundo, por Chris Lowney, 2003, página 200

terça-feira, 27 de julho de 2010

Temos "Inteligência Emocional"?

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Existem Diferentes Tipos De Inteligência? (3)
Temos "Inteligência Emocional"?

Uma terceira teoria que desafia o concepto de “Coeficiente de Inteligência” (“QI") é a "Inteligência Emocional" ("EQ"), popularizado pelo psicólogo e jornalista cientifico Daniel Goleman. Em seu best-seller de 1995, "Inteligência Emocional: Porque pode importar mais do que QI?". Goleman afirma que as emoções duma pessoa jogam um papel significativo no pensamento, na tomada de decisões e sucesso no futuro. Ele define essa forma de inteligência como um conjunto de habilidades que incluem o controle dos impulsos, auto-motivação, empatia, e a capacidade de se relacionar bem com as outras pessoas.



Goleman defende que a auto-consciência, é a chave para ser verdadeiramente inteligente emocionalmente, porque permitem a pessoa exercer auto-controle. Com suficiente auto-consciência, é possível desenvolver diversos mecanismos de enfrentamento que permitem a pessoa passar dum estado emocional negativo para um mais positivo. Por exemplo: contar até dez como meio para diminuir a sensação de raiva súbita.



Tal como acontece com a teoria Garner das inteligências múltiplas, o conceito de Goleman o “EQ” tem sido adotado por várias escolas nos Estados Unidos, e usá-lo para desenvolver programas de "Alfabetização Emocional", com o fim de ajudar aos alunos a aprender a controlar sua raiva, frustração e solidão. As crianças que estão irritadas ou deprimidas são capazes de aprender bem; e aqueles com dificuldades emocionais de longa duração são capazes de superá-las por completo. La Melhora da estima e auto-motivação dos alunos ajuda-os a um melhor desempenho nos exames.



Como o “IQ”, cada uma dessas concepções alternativas de inteligência tem sido criticado. Os críticos da teoria das “Inteligências Múltiplas", por exemplo, apontam a falta de evidências empíricas que a sustentam.



Os críticos do conceito de “EQ” argumentam que elas são medidas de conformidade e não de habilidade: Quem, a final, pode dizer quando a raiva ou tristeza (ou outra emoção) duma pessoa é ou não é adequada para uma situação particular? Os cépticos do “EQ” também apontam que os estudos científicos não encontraram uma relação convincente entre auto-estima elevada um melhor desempenho acadêmico.



Embora tais críticas sejam consistentes, creio que há um valor considerável em considerar a inteligência humana como formas que nos permitem apreciar a enorme diversidade como as pessoas pensam e se comportam.

"EMBRACING THE WIDE SKY", A Tour Across The Horizons of The Human Mind, Daniel Tammet, 2009, pages 51 - 52

sábado, 17 de julho de 2010

Temos "Inteligências Múltiplas"?

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Existem Diferentes Tipos De Inteligência? (2)
Temos "Inteligências Múltiplas"?

Como Sternberg, Howard Gardner, professor de educação na Universidade de Harvard, acredita que há mais dum tipo de inteligência - Oito, para ser preciso - com cada pessoa com uma combinação única de cada uma delas. Sua teoria das “Inteligências Múltiplas" foi feita famosa por seu livro "Frames of Mind" publicado pela primeira vez em 1983. Usando uma série de critérios, incluindo a história do desenvolvimento, a plausibilidade evolutiva, e tendo como suporte provas psicológicas experimentais, Gardner identificou oito inteligências diferentes:



Inteligência Lingüística: Envolve a linguagem oral e escrita, a habilidade de aprender línguas e a capacidade de usar a linguagem para atingir certos objetivos. Exemplos: escritores, poetas, advogados e conferencistas.



Inteligência Lógico-Matemática: Capacidade de analisar problemas, realizar operações matemáticas e investigar as questões cientificamente. Exemplos: cientistas, engenheiros e matemáticos.



Inteligência Musical: Habilidade no desempenho, composição e apreciação de padrões musicais. Os músicos de todos os tipos são exemplos óbvios dessa inteligência.



Inteligência Corporal-Cinestésica: Capacidade para utilização de partes ou do todo o corpo para resolver problemas. Exemplos: atletas, atores e bailarinos.



Inteligência Espacial: Inclui ter um bom senso de direção, também como a capacidade de visualizar mentalmente e manipular objetos. Exemplos: artistas, arquitetos e engenheiros.



Inteligência interpessoal: Capacidade de compreender os sentimentos, intenções e motivações de outras pessoas. Exemplos: vendedores, políticos e terapeutas.



Inteligência intrapessoal: Capacidade de compreender a si mesmo, seus sentimentos, objetivos e motivação: Exemplos: filósofos, psicólogos e teólogos.




Inteligência Naturalista:
Capacidade de reconhecer a certas características do ambiente, habilidade para cultivar coisas novas, e ter uma facilidade para interagir com os animais. Exemplos: agricultores, jardineiros e conservacionistas.

Muitos educadores nos Estados Unidos, que adotaram a teoria de Gardner de “Inteligências Múltiplas” para utilizar-la em suas escolas reportam: melhoria em dos resultados dos exames, as participações dos pais, e mais disciplina em sala de aula.

Um estudo liderado pela Universidade de Harvard em quarenta e um centros de ensino apóia a dita teoria; e reportam que nessas escolas houve "uma cultura de trabalho árduo, respeito e carinho; faculdade para colaborar e aprender uns com os outros; salas de aula onde os alunos eram envolvidos a fazer escolhas limitadas pero significativas; e um hábil enfoque em capacitar os alunos a nosso cargo a produzir trabalhos de alta qualidade”

"EMBRACING THE WIDE SKY", A Tour Across The Horizons of The Human Mind, Daniel Tammet, 2009, page 50

sábado, 10 de julho de 2010

A Inteligência Tem Três Aspectos Principais?

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Existem Diferentes Tipos De Inteligência? (1)
A Inteligência Tem Três Aspectos Principais?

Claramente, algo mais do que um simples escore dum teste é necessário para orientar nossa avaliação da inteligência da pessoa. Penso que faz mais sentido considerar a inteligência como um fenômeno complexo, que é mais bem descrito como uma síntese de várias habilidades e capacidades.

Desta forma, uma pessoa pode ser considerada inteligente em alguns aspectos e não tanto em outros. Por exemplo: Como você avalia a inteligência das pessoas a seguir?:
  • O ganhador do Prêmio Nobel que regularmente se esquece onde ele coloca as chaves do carro.
  • O campeão de xadrez divorciado três vezes.
  • Um executivo da empresa com um histórico de problemas cardíacos relacionados ao estresse.
  • Um médico que fuma e bebe muito.
  • Um brilhante compositor musical atormentado por seus credores.
Perante tais contradições, diversos teóricos têm procurado ampliar a compreensão tradicional de inteligência.



"Os Três Aspectos Principais Da Inteligência"


Em 1980 o psicólogo de Yale, Robert Sternberg propôs a teoria da inteligência "Triarchic" de Três Partes; afirma que a inteligência consiste em três aspectos principais:
  • “Inteligência Analítica”: A capacidade de analisar, avaliar e comparar.
  • “Inteligência Criativa”: Habilidade no uso da experiência do passado para atingir percepção e lidar com situações novas.
  • “Inteligência Prática”: A capacidade de adaptar-se, selecionar e moldar o ambiente do mundo real.
As pessoas inteligentes com êxito, de acordo com Sternberg, são aqueles que estão conscientes dos seus pontos fortes e fracos e desenvolvem ainda mais suas habilidades, a fim de alcançar o sucesso no futuro.

"EMBRACING THE WIDE SKY", A Tour Across The Horizons of The Human Mind, Daniel Tammet, 2009, page 49