sábado, 12 de junho de 2010

A Escola 2.0: Sete Dicas Para O Educador


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A Escola 2.0: Sete Dicas Para O Educador
Encoraje a Seus Alunos Para Colaborar

Aqui se apresentam sete estratégias que irão ajudá-lo a se tornar um melhor professor nesta nova era digital.

1) Não jogue a tecnologia em sala de aula e espere só coisas boas:
O foco na mudança e a pedagogia, e não a tecnologia. O Aprendizado 2.0 relaciona-se com uma mudança radical no relacionamento entre o professor e os alunos no processo de aprendizagem. Obtenha esse direito e use a tecnologia para ganhar um aluno concentrado, personalizando o ensino e o ambiente, para fomentar a aprendizagem colaborativa.


2) O Discurso deve ser Corto!:
Você não tem todas as respostas. Comece fazendo perguntas aos Alunos e ouvido suas respostas. Também ouça as perguntas dos alunos. Deixe-os descobrir as respostas. Deixe-os co-criar uma experiência de aprendizagem com você.



3) Capacite aos alunos para colaborar: Encoraje-os para trabalhar uns com outros e mostrar-lhes como acessar o mundo dos especialistas nos assuntos disponível na Web.

4) Ponha o Foco na aprendizagem ao longo da vida, não no ensino para as probas: Não conta o que eles sabem quando se terminam a escola, é muito mais importante sua capacidade e amor pelo aprendizado durante a vida toda. Não se preocupe se as crianças esquecem as datas das principais batalhas da história. Elas podem procurá-los depois. Concentre-se em ensiná-los a aprender o que eles não sabem.

5) Use a tecnologia para conhecer cada aluno e construir sua auto-confiança, use programas personalizados de aprendizagem para eles.

6) Projete os programas educacionais de acordo com as oito normas: Os alunos deveriam ter a possibilidade da escolha, os programas deveriam ser personalizados, ter transparência, integridade, favorecer a colaboração e a diversão, ter velocidade e favorer a inovação em suas experiências. Aproveite os pontos fortes da cultura Geração da atual Rede Mundial, e fomentemos os aprendizados baseados em projetos.

7) Reinvente-se a si mesmo como professor, ou educador: Você também pode dizer: "Agora, eu mal posso esperar para me levantar de manhã para ir a trabalhar"

"GROWN UP DIGITAL", How The Net Generation Is Changing Your World, Don Tapscott, 2009, pages 148




Nota: (comentário pessoal)

Eu gostaria de discutir três idéias que se relacionam com a entrega final e como estas sete dicas podem ser aplicadas em meu país:

• A Educação Pública no Peru.
• A importância dos professores no uso adequado da Internet.
• A importância da Internet no desenvolvimento intelectual.

Educação Pública no Peru:

Em meu país a educação publica não serve para a integração ou como um meio de mobilidade social, se não para segregar setores importantes da população. Visto que, embora os termos da Constituição da República do Peru a educação é universal e livre; a qualidade da mesma nas escolas do estado é deplorável.

O nível de ensino no setor público não é ruim, é péssimo (Salvo raras exceções, como o Movimento de Educação Popular Integral e Promoção Social Fe y Alegria). De acordo com o Relatório Internacional PISA 2000, o Peru ficou em último lugar em termos de qualidade de ensino; 80% dos alunos que concluem o ensino médio em uma escola pública são analfabetos funcionais; óssea, após 12 anos de estudo, oito de 10 alunos não são capazes de compreender o que lêem em espanhol.

O governo peruano não tem políticas de Estado no sector da educação; eu tenho a impressão de que o sector empresarial (que lucra com esta deficiência escandalosa) e da classe política atual (cujos filhos estudam em escolas privadas) estão interessados em continuar com esta situação, pois é um negócio rentável.

O que existe são gestos, como reconhecer a deficiência terrível na qualidade do setor Educação e imediatamente atribuir toda a responsabilidade desta situação ao professor. Outros gestos são: dar crédito aos professores para aquisição de laptops, assim como a distribuição de computadores de baixo custo algumas escolas públicas fora das grandes cidades; tudo isso é feito sem qualquer treinamento prévio para os professores que irão utilizar esses instrumentos. Isto, obviamente, não parece ser parte de uma política de estado.




A importância do professor no uso adequado da Web:
No Peru, nas últimas quatro décadas, a profissão docente tanto no setor público quanto o privado tem sido cada vez mais precárias; isso parece ser um processo deliberado para desacreditar aos professores, e com o objetivo de degradar a imagem social do educador. Em geral, os professores foram obrigados a fazer mais coisas com um pagamento mais baixo, isso em nome do "Sacrossanto Livre Mercado".

Era uma situação perversa, em que o governo pretendia pagar-lhe um salário miserável aos educadores para a dedicação a tempo integral, e os professores faziam como se fossem a ensinar a seus alunos, tudo isso levou à qualidade da educação pública para níveis pobríssimos. Esta situação precária por suposto afetou consideravelmente a formação de professores.

Durante a última década, os salários escandalosamente baixos neste sector aumentaram, e há a promessa de dedicar uma maior quantidade de dinheiro do orçamento nacional para este importante sector, espero sinceramente que a situação se modifique.


Em minha opinião, é natural que os professores (porque são adultos) levam mais tempo para incorporar novos conhecimentos e habilidades. Este processo de formação é necessário para a utilização adequada de instrumentos como a Internet, porque se não há formação disponível, incentivos econômicos e / ou sociais o desenvolvimento dessas habilidades o processo é quase uma proeza. É claro que os professores treinados, economicamente e socialmente reconhecidos, motivados e com menos alunos por sala de aula terão muito mais qualidade de ensino.




A Importância da Internet no desenvolvimento intelectual:
Hoje, Em minha opinião circula através da Internet um mito de que diz "Usar a World Wide Web automaticamente torna-nos mais inteligentes", e que seu efeito é muito diferente da televisão. Eu acho que este tipo de instrumento moderno é apenas uma ferramenta muito poderosa, que o seu efeito depende da forma como ela é usada. O que é certo é que este sistema (a Web) tem um grande potencial e pode ser usado para uma grande variedade de alvos, tanto positivos como negativos.



O fato que mais pessoas tenham acesso à Internet não garante imediatamente que há um maior desenvolvimento intelectual. Em minha opinião a prova disso em meu país, foi o esforço da Rede Científica Peruana. Esta instituição, em meados da década de 1990 promoveu com sucesso o uso de cabines públicas de Internet em todo o Peru, na esperança de que a facilidade de acesso à Internet desencadearia um ciclo virtuoso na sociedade peruana. A realidade é que esse acesso NÃO promoveu uma produção escrita, mas foi aumentando o consumo do chat, e compulsivo uso dos jogos online. A razão parece estar relacionada com a péssima educação pública no Peru, associado a uma dramática percentagem de jovens incapazes de escrever em sua língua materna e; portanto, uma produção literária on-line muito baixa.




Em conclusão tanto os pais quanto os professores são as pessoas que desempenham um papel fundamental na boa utilização de uma ferramenta tão poderosa como a World Wide Web e, infelizmente, neste momento as sete dicas desta entrega são praticamente inaplicáveis na Educação Pública no país tão complexo como o Peru.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Podemos Melhorar Nossa Capacidade de Aprender? (3)

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Podemos Melhorar Nossa Capacidade de Aprender? (3)
É Melhor Entender O Material Novo do que Simplesmente Memorizá-lo De Cor.

A informação da memória de curto prazo é consolidada na memória de longo prazo pelos ensaios. O ensaio pode assumir a forma de leitura das notas de aula (tente ler-las em voz alta) ou pode assumir a forma de descrever os conceitos importantes em novas palavras. A palestra tradicional de uma hora de duração pode, efetivamente, encher a memória de trabalho de modo que se nenhum esforço é feito para consolidar o material novo para a memória de longo prazo, pode rapidamente todos os dados ser esquecidos. É muito mais difícil segurar o material na memória de curto prazo, de modo que o material não é movido para a memória de longo prazo é mais provável seja perdido.

Um bom professor pode ajudar a seus alunos, deixando as divagações inúteis, tais digressões (talvez interessantes), mas que também enchem a memória de curto prazo com fatos alheios. A perda da informação parece realmente ocorrer quando os novos dados interferem com os dados que já estão na memória de trabalho.





É melhor entender o material novo do que simplesmente memorizá-lo de cor. Se o novo material é bem compreendido, então alguns detalhes esquecidos podem ser derivados a partir do contexto do que se tenta lembrar. Em contrapartida, se o material aprendido de cor é esquecido, aquele foi embora.

O cérebro se esforça para fazer conexões e dar sentido à nova informação. É por isso que pode ser útil ajustar os novos conceitos dentro do contexto dos conceitos previamente bem aprendidos. Se você já tem conhecimentos relacionados, registrando o material novo dentro da memória vai reforçar as lembranças antigas e ajudar a consolidar o novo material. Metaforicamente isso representaria como encher argamassa em uma linha de tijolos já existente, em vez de estabelecer uma linha totalmente nova de tijolos.




Um professor experto também vai ajudar os alunos, apontando algumas das associações interessantes. Isso pode ser feito através de perguntas ou apresentando material diferente de forma que se realizem ligações com conceitos revisados previamente. Um novo estudante de biologia, por exemplo, provavelmente irá passar algum tempo para definir as propriedades de um organismo vivo. Isso pode ser um exercício bastante monótono, a menos que o professor lhe faça algumas perguntas para tornar o material mais relevante. Uma maneira de tornar as propriedades de um organismo vivo, mais interessante é pedir aos alunos para verificar os vírus são corpos vivos. Será que um vírus satisfaça as propriedades dum organismo vivo ou existem características que todos nós concordaríamos definir a vida que faltam num vírus?

"THE EVOLVING BRAIN", The known and Unknown, R. Grant Steen, 2007, pages 135 - 136




Nota: (Comentário Pessoal)

Gostaria comentar 3 idéias que se relacionam com as ultimas 3 entregas:
· Novidade dos conceitos
· Inteligência
· Inteligências múltiples


Novidade dos conceitos:

Os conceitos oferecidos nas 3 últimas entregas não são novos. Lembro-me ainda quando estava estudando pré-graduação na Universidade (UNMSM nos inícios da década dos 80) se tinha a idéia que cada pessoa aprende em forma diferente.

Tenho a certeza que si há um professor de mais de 70 anos lendo nestas linhas, pode dar fé, que já durante seus primeiros anos de formação acadêmica lhe ensinavam técnicas diversas para apresentar informação nova. Tal vez o que há trocado nos últimos 10 anos é a demanda pelas imagens dos estudantes, Eles chateiam-se muito mais rápido frente aos textos escritos y parecem quase dependentes das imagens.

Acho que estas entregas servem para confirmar boas práticas ou corregir as defeituosas entre as diferentes pessoas que se dedicam a educação.


Inteligência:
Este conceito tem sete significados no dicionário Priberam na Web (e têm 5 acepções no Dicionário do Aurélio), a primeira acepção é definida como: "Conjunto de todas as faculdades intelectuais (memória, imaginação, juízo, raciocínio, abstração e concepção)".

Pessoalmente, me recuso a classificar à pessoa de rápido ou lento aprendizado acadêmico como mais ou menos inteligente. Por isso eu não admito usar essa palavra (Inteligência) quando trato da capacidade dos alunos para incorporar novas informações.
Inteligências Múltiples:
A idéia de divisão da Inteligência tem sido revisada na cultura ocidental em forma teórica de diversas formas nos últimos 40 anos. A mais difundida é a existência de “Inteligências Múltiples” (apresentada pelo professor da Universidade de Harvard, Howard Gardner, cuja origem se remonta aos anos 1980), esta teoria estava de moda na última década em alguns círculos acadêmicos em Lima Perú. Esta divisão relaciona-se com o conceito que nossos cérebros são únicos y diferentes; por isso, sua divisão em grandes grupos converte-se quase numa necessidade; em especial para a pessoa que apresenta informação nova.

Dito exercício de classificação é muito útil para os professores, por que lhes oferece um instrumento que simplifica as análises dos diversos estilos de aprendizado nos diferentes estudantes. Por tanto, esta divisão é de grande ajuda no momento da planificação das aulas, apresentações ou palestras.

Se nos encontramos frente a um grupo pequeno de estudantes e conhecemos dita turma poderemos dar ênfases ao estilo mais freqüente de aprendizado, se acaso estamos frente a um grupo grande e não lhes conhecemos buscaremos usar uma variedade ampla nas aulas ou palestras e tentaremos analisar a resposta do público.



Reiterando o conceito que ensinar é uma arte, e como toda obra artística tem técnicas e escolas, por tanto esta forma de classificar as inteligências é em minha opinião uma técnica que facilita-nos a entrega de informação nova; sim embargo, não sempre resulta é o esperado, nesse caso teremos que analisar y/ou modificar nosso enfoque.

sábado, 1 de maio de 2010

Podemos Melhorar Nossa Capacidade de Aprender? (2)

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Podemos Melhorar Nossa Capacidade de Aprender? (2)
Seria Bom Descobrir Nosso Estilo Particular de Aprendizagem!

Para aprender um novo material mais cedo, é fundamental utilizar nossos pontos fortes. Por exemplo, a maioria das pessoas aprende coisas que se ouvem mais eficientemente do que as objetos que vêem. No entanto, isso não é verdade para todos, e é útil conhecer quais são nossas próprias fortaleças e fraquezas. De fato, existem alguns alunos que aprendem melhor se eles estão autorizados a tocar e brincar com os objetos que estão relacionados com o assunto a aprender, este pode ser o motivo do porque a aulas de laboratório são tão populares entre os alunos.

Seria bom para você descobrir seu estilo particular de aprendizagem para que possa utilizar melhor seus pontos fortes. Se você aprende melhor vendo, certifique-se de representar a novas idéias com linhas ou figuras, ou encontrar boas ilustrações para os conceitos que você ache difícil.



Também é útil envolver tantas modalidades sensoriais possíveis quando vai aprender novas informações. Uma apresentação oral complementada com material visual será melhor compreendida e lembrada do que a apresentação oral sozinha. A palestra que está bem ilustrada envolve duas modalidades de estímulos sensoriais, enquanto que uma palestra só se envolve apenas a audição. Esta estratégia é consistente com a idéia de que palavras e imagens são processadas de maneira diferente pelo cérebro, e que envolver dois processos torna mais provável que o material seja lembrado.



No passado, as crianças freqüentemente foram ensinadas a ler ouvindo ao professor dizer o som que cada letra faz e o jeito como aqueles sons podem ser aprendidos e combinados. Agora, as crianças podem ter letras de plástico e ser incentivadas a jogar com elas e simultaneamente a ouvir os sons. A memória pode ser aumentada se as habilidades motoras são usadas simultaneamente, talvez seja por isso que a leitura é reforçada por toma de anotações. O processo de sintetizar o conhecimento em algumas frases simples, o ato de escrever essas frases pode melhorar a compreensão e retenção de novas idéias.

"THE EVOLVING BRAIN", The known and Unknown, R. Grant Steen, 2007, pages 134 - 135

sábado, 24 de abril de 2010

Podemos Melhorar Nossa Capacidade de Aprender? (1)

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Podemos Melhorar Nossa Capacidade de Aprender? (1)

Prestar Atenção é Essencial!

Tomando en conta o que sabemos sobre a aprendizagem e a memória, é possível a otimização da capacidade humana para aprender? O aprendizado é simplesmente o Quociente de Inteligência (QI) em ação ou é uma habilidade que pode ser afiada? Estamos limitados por nossas habilidades inatas ou há intelectualmente alguma possibilidade de melhorar dita qualidade?

Evidências recentes mostram que as estratégias para melhorar a memória dependem duma maior compreensão da maneira como o cérebro humano funciona. Algumas estratégias estão baseadas no comum senso e já tem amplo uso, mas algumas delas são menos intuitivas.

Toda vez que há um mercado bilionário em dólares para: fomentar o consumo das vitaminas para aprimorar o rendimento do cérebro, seminários sobre o realce da memória, e alimentos especiais com o fim de aumentar o poder do cérebro, talvez valha a pena rever o que é realmente conhecido.

Talvez a lição mais importante seja: Prestar Atenção é Essencial!. A atenção é bastante seletiva, A atenção é bastante seletiva, filtra as informações recebidas e permite que somente a informação relevante obter acesso a memória de trabalho. A intensa concentração há demonstrado aumentar a velocidade na qual uma pessoa pode aprender novos fatos e idéias; mais a atenção tem pouco impacto na aprendizagem de novas habilidades motoras. A memória explícita é, portanto, mais vulnerável à falta de atenção do que é a memória implícita. O professor hábil pode usar esta característica da mente humana, ajudando os alunos a se concentrar em conceitos ou idéias que são particularmente difíceis.

"THE EVOLVING BRAIN", The known and Unknown, R. Grant Steen, 2007, pages 133 - 134

quarta-feira, 31 de março de 2010

Tipos de Memória

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Tipos de Memória
O que é aprendizagem?

Aprender se produz de muitas formas e tem muitas definições, então a aprendizagem pode ser pensada como a retenção de memórias explícitas e implícitas. Uma memória explícita é uma imagem na mente ou algo que pode ser descrita em palavras, está constituída por um objeto, um lugar ou um evento, e se tem certa concretude dela. Uma memória implícita é mais difícil de definir, toda vez que não se pode ter consciência dela, esta pode ser uma tendência ou hábito de pensamento, ou pode até ser uma melhora na capacidade para discriminar entre os estímulos que inicialmente foram percebidos como iguais.

Em qualquer caso, é evidente que a aprendizagem não é apenas a construção de uma coleção de fatos: ele tem mais a ver com o estabelecimento de novos padrões de pensamento.

A aprendizagem tem sido definida como a ter plasticidade no comportamento, embora esta definição ignore qualquer outra forma de aprendizagem que não tenha efeito sobre o comportamento.

A melhor definição poderia ser reconhecem que a aprendizagem é a memória e as lembranças (memória explícita) que persistem sobre escalas de tempo múltiplas.

Memória de curto prazo: Esta poderia durar apenas alguns segundos. Por exemplo: você olha o relógio para responder a uma pergunta sobre a hora e segundos depois você pode não lembrar mais.

Memória de trabalho: Se a memória dura mais, digamos de segundos a horas. Citando caso análogo: se você leva um recado para alguém, você pode esquecer a mensagem logo que foi transmitida, mesmo se você se lembrava da mensagem durante horas antes de sua entrega.

Memória de longo prazo: Se a lembrança dura mais tempo ainda, de horas a meses. Um exemplo poderia ser seu número de telefone, que você é capaz de lembrar sem esforço.

Memória de longa duração: Se ha feito a distinção entre a memória de longo prazo e de longa de duração. A memória de longa duração pode representar alguma forma de fossilização da memória de longo prazo. Citando caso análogo: poderia ser que você se lembre do número de telefone da casa de sua infância, e de isso faz muitos anos.

É possível que a memória de trabalho, memória de longo prazo e memória de longa duração sejam simplesmente diferentes fases da memória de longo prazo, apesar disso existe talvez uma distinção legítima entre estas entidades.

"THE EVOLVING BRAIN", The known and Unknown, R. Grant Steen, 2007, pages 128 - 129




Nota: (comentário pessoal)

Em nossa era de dominação da mídia, está se tornando cada vez mais difícil conseguir que as lembranças se passem para a memória de longo prazo (realizando assim uma aprendizagem eficaz). Porque há agora cada vez mais estímulos.

Esta tendência vai contra a memória de longo prazo, onde você precisa dum tempo (que varia em cada pessoa) para esta nova informação seja conservada. Nossa atenção agora está influenciada pelos constantes estímulos de natureza visual e / ou auditiva.

Tenho a impressão de que esses agentes (sobretudo os visuais) estão se tornando menos eficazes, portanto, requer cada vez maior quantidade e intensidade destes estímulos para ter um efeito semelhante.